Neste texto, pretendo fazer um sobrevoo rápido mas incisivo sobre: 1) a formação do crioulo caboverdiano (CCV) do século XV ao século XVII; 2) a autonomização e a consolidação da sua estrutura nos séculos XVII e XVIII; a contestação e a defesa da língua da terra no século XIX e na primeira metade do século XX; 3) o processo de construção de um bilinguismo ainda hesitante, a partir de 1975; 4) os desafios de afirmação de um bilinguismo social efectivo, em um contexto de variantes dialectais e de convivência quotidiana entre a língua primeira e a língua segunda.