Nos últimos anos, a tecnologia deepfake emergiu como uma inovação com potencial para criar vídeos, áudios e imagens falsificadas que se assemelham quase perfeitamente ao conteúdo real. Utilizando técnicas avançadas de inteligência artificial e aprendizagem profunda, os deepfakes representam uma ameaça significativa para as sociedades modernas. Em Angola, a chegada dessa tecnologia trouxe uma série de desafios preocupantes. O país, ainda em processo de desenvolvimento democrático e tecnológico, enfrenta riscos substanciais associados à manipulação de informações, como a influência nos processos eleitorais, a desestabilização de instituições e a violação da privacidade individual. Este artigo utiliza a metodologia de estudo de caso para examinar o impacto dos deepfakes no contexto angolano. A pesquisa focou na análise de casos específicos em que deepfakes foram utilizados para manipular a opinião pública e comprometer a integridade da informação. Através dessa abordagem, foi possível identificar os principais efeitos negativos dessa tecnologia, como a perturbação dos processos democráticos e a ampliação da desconfiança pública. As conclusões do estudo destacam que, para enfrentar os desafios associados aos deepfakes em Angola, é crucial implementar um conjunto de estratégias eficazes. Entre essas estratégias estão a criação de um regime jurídico específico, o desenvolvimento de tecnologias avançadas para detecção de deepfakes, e a promoção de campanhas de sensibilização e educação pública.