Este artigo analisa a persistência da segregação socioespacial em Maputo, capital de Moçambique, a partir do cruzamento entre História Urbana e Direito à Cidade. Partindo do binómio colonial “cidade de cimento” vs “bairros de caniço”, instituído pelo planeamento urbano português do século XX, investiga-se como essa estrutura dual sobreviveu à independência nacional de 1975 e se reconfigurou nas fases socialista e neoliberal.