A doença do sono (DS) está em vias de ser controlada na maioria dos países africanos, após a epidemia dos anos 90. A OMS teve um papel crítico no aumento de visibilidade da doença e ao implementar soluções que incluíram capacitação, optimização do diagnóstico, disponibilidade e distribuição dos tratamentos e medidas para controlo vetorial. Ainda que muito permaneça por fazer especialmente em países com instabilidade civil, o Atlas da Tripanossomose Humana Africana, um projecto da OMS, está agora disponível como instrumento de vigilância e deveria contribuir para obter a eliminação da forma Gambiense da doença nos próximos 5 a 10 anos. É importante na situação actual aprender com os exitosos programas coloniais de controlo da DS estabelecidos em meados do século passado. A avaliação das componentes sociais e antropológicas da doença é crítica para assegurar uma erradicação duradoura. O exemplo de Angola, onde após um período epidémico a doença está em fase de erradicação, deveria ser estudado e atentamente seguido. Ainda que o tratamento da DS dependa de velhos e tóxicos medicamentos, uma melhor terapêutica combinada (NECT) está presentemente disponível para o período neurológico da doença por Gambiense. Um novo fármaco oral capaz de tratar ambos os períodos da doença deveria entrar em utilização nos próximos anos. Anais do Instituto de Higiene e Medicina Tropical, v. 14 (2015): 3º CONGRESSO NACIONAL DE MEDICINA TROPICAL & 1º CONGRESSO LUSÓFONO DE DOENÇAS TRANSMITIDAS POR VETORES