A 50 anos da independência de Cabo Verde, consideramos importante refletir sobre o contributo de Luís Romano, no romance Famintos (1962), para a consolidação da identidade linguístico-literária cabo-verdiana. Num momento em que a discussão da política linguística para a valorização do crioulo põe o(a) tradutor(a) de língua italiana perante a dificuldade de salvaguardar os aspetos mais caracterizantes desta tipologia de textos, a tradução realizada pelo Gruppo Terzo Giorno durante os anos terminais da guerra colonial (1973) revela ser uma amostra útil para a análise das técnicas de tradução aplicadas.