O trabalho apresenta a arquitetura e os critérios de compilação de um corpus de fala espontânea do português angolano. Após uma breve contextualização da realidade linguística de Angola, são apresentados em detalhe as modalidades de gravação e o tratamento das diferentes variações sociolinguísticas documentadas, destacando-se a atenção à variação diafásica. Em seguida, são detalhados os primeiros 27 textos gravados, que formarão um minicorpus de pelo menos 30.000 palavras, segmentado prosodicamente e oferecendo o texto alinhado ao sinal sonoro. A última parte do artigo é dedicada à discussão dos passos metodológicos da compilação do corpus: definição da qualidade acústica, critérios de transcrição, procedimento de segmentação prosódica, revisão, alinhamento e validação estatística.