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Para uma educação de infância ao serviço das crianças e seus direitos: contributos para repensar o papel dos educadores e sua formação contínua a partir de um centro infantil em Angola

Domain:

education
Creator:
Ama
Editor:
Fac
Publisher:
Uni
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A presente dissertação foi desenvolvida no âmbito do Mestrado em Ciências da Educação, domínio de Educação, Comunidade e Mudança Social e, na FPCE da Universidade do Porto e, à luz dos direitos das crianças à educação e ao brincar visou compreender que políticas e práticas pedagógicas têm sido desenvolvidas para melhor servir as crianças para, com isso, refletir acerca da formação contínua das educadoras em Angola. Tratou-se de interrogar até que ponto, e de que modos, os diversos atores encarregues da educação das crianças pequenas - representantes oficiais, profissionais da educação de infância e pais - valorizam as suas especificidades e os seus direitos. Apoiada nos contributos teóricos das Ciências da Educação e dos Estudos Sociais da Infância o estudo realizado num centro infantil na cidade de Benguela, Angola, considerou três vertentes: i) as políticas relativas à educação da infância e à formação de educadoras; ii) as conceções e as práticas de educadoras de infância e iii) as conceções de pais. A pesquisa de documentos oficiais relativos à educação de infância e formação de educadoras; a observação participante com um grupo de 64 crianças de 4 anos de idade e sua educadora; e entrevistas semidiretivas com a representante oficial da educação de infância local, direção do centro, educadoras e pais constituíram opções informadas nas metodologias qualitativas para recolher dados. Decorre da sua análise, com vista a identificar as respetivas conceções de educação de infância, criança, pedagogia e brincar, i) que apesar da vontade expressa das entidades oficiais e direção do Centro em criarem condições para uma educação de infância de qualidade subsistem dificuldades financeiras e a formação de curta duração para as educadoras contrasta com uma aposta mais voltada para as vigilantes; ii) que predominam conceções das educadoras informadas por visões psicológicas e adultocêntricas e práticas pedagógicas uniformes e normativas que não levam em consideração os interesses e direitos das crianças; iii) que os pais consideram fundamental o desenvolvimento multifacetado dos seus filhos/as e confiam na instituição, direção e educadoras, mas a sua colaboração é pontual e lacunar. Estes resultados, mesmo que exploratórios e limitados, constituíram contributos para refletir acerca de uma educação de infância ao serviço das crianças e seus direitos e do papel dos educadores e sua formação contínua em Angola.

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