Apesar do aumento expressivo nos estudos sobre a língua brasileira de sinais, libras, a partir de seu reconhecimento oficial pela Lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002 (SANTOS; OLIVEIRA, 2017), os estudos em seus diferentes níveis de análise ainda são muito incipientes (HACKL, em preparação). Sendo assim, de maneira geral, sabe-se muito pouco sobre a morfologia da libras e, de maneira específica, sobre seus processos de formação de palavras (DEDINO, 2012; RODERO-TAKAHIRA, 2015; AUTOR; AUTOR, ANO). Este trabalho objetiva primeiramente contribuir com o avanço na compreensão desses processos através da descrição e da análise, à luz da literatura sobre outras línguas de sinais (MEIR, 2012, entre outros), de 108 formações lexicais da libras, coletadas de sinalizações espontâneas. Em segundo lugar, ele pretende, principalmente com base em sinais toponímicos (AUTOR; AUTOR; AUTOR, a sair) e termos técnicos (AUTOR; AUTOR, ANO), discutir o papel da iconicidade na criação de sinais dessa língua, pouco ou nada considerado nos estudos morfológicos que, normalmente, privilegiam aspectos exclusivamente formais.