Durante o planejamento urbano a morfologia é comumente padronizada e muitas vezes não leva em conta a diversidade de fatores que compõe o ambiente construído, o que pode prejudicar a performance ambiental e sua viabilidade comercial, uma vez que a influência do contexto urbano e os parâmetros urbanísticos interferem diretamente nos níveis de radiação, iluminação natural e potencial construtivo. O estudo tem como objetivo desenvolver uma forma urbana para a Via Transbrasília por meio da optimização de quatro objetivos: amenizar a incidência de radiação solar para redução de carga térmica, o melhor aproveitamento da luz natural, a maximização de área construída e a verticalização para valorização imobiliária. Foram criados cinco cenários controle de morfologias homogêneas que servem como base de comparação para os 900 (novecentos) cenários gerados a partir da análise evolutiva com o plugin Wallacei. Os resultados mostram que morfologias homogêneas não conseguem contemplar todos os objetivos de forma equivalente, já as morfologias com variação entre as edificações têm maior capacidade de atender a diversos objetivos e podem obter uma performance otimizada. Pode-se concluir que a utilização da análise evolutiva multiobjetivo aliada as simulações computacionais, pode ser de grande valia para o planejamento urbano, quebrando o conceito de padronização em massa e viabilizando a personalização dos elementos urbanos. O estudo demonstra que podemos utilizar ferramentas computacionais que auxiliem no planejamento de cidades mais equilibradas, que permitam conciliar a performance ambiental e outros parâmetros inerentes ao contexto urbano.