Possibilitar o aprendizado consciente e prazeroso de todos, é um dos principais anseios dos professores. Aprender matemática para utilizar na vida e fazer com que o aluno reflita, pense e trace estratégias para pensar com autonomia, não é apenas um desejo burocrático de leis e normas que cumprimos, mas sim um pedido de reencontro entre a cultura e o convívio diário. Desse modo, utilizar as raízes culturais para tornar este aprendizado mais próximo do indivíduo, bem como interligado pela Gestalt dos saberes vitais, torna-se importante e valioso para o ser humano. A pesquisa, a ser realizada em três fases, teve sua primeira fase concluída, a qual envolveu saberes etnomatemáticos do Grupo Mucubal de Angola em suas atividades lúdicas. Num segundo momento, ainda em fase de elaboração, tenciona-se verificar em quilombos brasileiros, como se dão tais atividades nas práticas do grupo. E, na última fase, pretende-se elaborar uma obra coletiva, mostrando as atividades lúdicas culturais e saberes matemáticos contemplados pelos grupos participantes da pesquisa nas fases anteriores.
Palavras-chaves: Etnomatemática, Cultura, atividades lúdicas.