Objetivo: Mapear as evidências científicas disponíveis acerca da atuação da enfermagem na prevenção, vigilância e assistência às pessoas com dengue no contexto brasileiro. Método: Revisão de escopo conduzida conforme a metodologia proposta pelo Joanna Briggs Institute (JBI) e reportada segundo o Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses Extension for Scoping Reviews (PRISMA-ScR). A estratégia PCC definiu como população os profissionais de enfermagem, como conceito as ações assistenciais, preventivas, educativas e de vigilância, e como contexto o enfrentamento da dengue no Brasil. As buscas foram realizadas nas bases Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Base de Dados em Enfermagem (BDENF) e Scientific Electronic Library Online (SciELO). Os estudos foram selecionados por dois revisores independentes, conforme critérios previamente estabelecidos. Resultados: Nove estudos compuseram a amostra final. As evidências foram organizadas em quatro categorias temáticas: educação em saúde e mobilização comunitária; assistência clínica e classificação de risco; vigilância epidemiológica e organização dos serviços; e desafios para qualificação da prática profissional. Os estudos demonstraram que a enfermagem desempenha papel essencial na identificação precoce dos casos, monitoramento clínico, educação em saúde, vigilância epidemiológica e articulação das ações intersetoriais. Discussão: Os estudos convergiram quanto à atuação ampliada da enfermagem no enfrentamento da dengue, integrando cuidado individual, ações coletivas e organização dos serviços. Entretanto, o predomínio de revisões e estudos teórico-reflexivos demonstra que as evidências ainda se concentram na descrição das atribuições profissionais, com limitada avaliação dos resultados e da efetividade das intervenções desenvolvidas. Conclusão: A produção científica nacional evidencia que a atuação da enfermagem é determinante para o enfrentamento da dengue em diferentes níveis de atenção. Entretanto, observa-se escassez de estudos primários que avaliem a efetividade das intervenções desenvolvidas pelos profissionais, indicando a necessidade de fortalecimento da pesquisa em enfermagem baseada em evidências.