O artigo analisa o rap produzido por mulheres do continente africano, a partir da obra das artistas Stella Mwangi e Madigolo, do Quênia, Raja Meziane, da Argélia, e Mo'Cheddah e Pryse, ambas da Nigéria. A abordagem exploratória dialoga de modo complementar com referências teóricas da África, sobretudo em torno do conceito de “autoinscrição”, de Achille Mbembe. As dinâmicas da composição multiforme constroem-se como fatos sociais totais, conceito do sociólogo Marcel Mauss. Em tal sentido, a análise nesta investigação não se atém aos elementos estéticos e formais das diferentes obras de rap, mas aponta confluências e perspectivas plurais do trabalho das artistas, tais como corporeidade, visualidade, discurso, política, transgressão, conceptualismo e performance.