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DO MIOMBO À AGRICULTURA E À HABITAÇÃO: ANÁLISE DAS MUDANÇAS DE USO E COBERTURA DA TERRA EM CHINJINGUIR, MOÇAMBIQUE (2010-2023)

Domaine:

geospatialenvironment and energy

Type de record:

dataset
Créateur:
Ide
Éditeur:
ErnÁlvCar
Éditeur:
Zenodo
Hôte:avatar
Este estudo analisou as mudanças de uso e cobertura da terra na localidade de Chinjinguir, sul de Moçambique, entre 2010 e 2023, numa área de 129,11 km². Adoptou-se uma abordagem quali-quantitativa com recurso ao método histórico, utilizando imagens Landsat 5 (TM) para 2010 e Landsat 8 (OLI) para 2014, 2019 e 2023. Através de classificação supervisionada no software QGIS, foram identificadas quatro classes: Agricultura, Pradaria/Zona Arbustiva, Água e Habitação/solo exposto. Os resultados evidenciam transformações expressivas na paisagem. A classe Agricultura aumentou 25,84 km² (+42,66%), passando de 34,73 km² para 60,57 km², justificada pelo elevado potencial agroecológico da região. A classe Habitação/solo exposto registou a maior taxa de crescimento relativo, com um ganho de 25,63 km² (+69,70%), evoluindo de 11,14 km² para 36,77 km², reflectindo a pressão demográfica e a procura por terras próximas à vila sede de Homoíne. Em sentido inverso, a Pradaria/zona arbustiva sofreu uma redução drástica de 40,01 km², passando de 62,70 km² para 22,69 km², enquanto a classe Água diminuiu 11,47 km², de 20,60 km² para 9,13 km², comprometendo a disponibilidade hídrica local. Espacialmente, em 2010 a distribuição das classes era homogénea com predomínio da vegetação natural. Em 2023, a habitação concentrou-se no norte, próximo aos serviços básicos, e a agricultura nas regiões central e sul, beneficiando da proximidade ao rio Nhanombe. Sem medidas correctivas, a simulação para 2043 projeta que a Agricultura ocupará 62,50 km² (48,41%) e a Habitação 58,01 km² (44,93%), restando menos de 7% do território para vegetação natural e água. Portanto, Chinjinguir experimenta uma transformação acelerada da paisagem, marcada pela expansão agrícola e habitacional. Recomenda-se planeamento territorial participativo, práticas agrícolas sustentáveis, criação de áreas de protecção florestal e diversificação energética doméstica.

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