Os agudás, conhecidos como os "brasileiros" do benim, descendem de escravos libertos no Brasil que retornaram à África (especificamente Benim e Togo) no século XIX e de negreiros brasileiros estabelecidos no Benim para realizar o tráfico. Atualmente buscam reafirmar sua origem brasileira como marca de diferenciação, representando publicamente a sua identidade étnica e visando anular o estigma da escravidão. O texto videográfico Falares lusobrasileiros no Benim e no Togo apresenta uma narrativa de palavras e imagens, apoiando-se em uma entrevista com o antropólogo e fotógrafo Milton Guran e nas imagens produzidas por ele em seus trabalhos de campo na Costa Ocidental da África desde a década de 1990. Esse vídeo é um importante instrumento didático para o ensino de história da África nas salas de aula do ensino fundamental e médio.