A História é construída a partir da comparação e da interpretação de documentos – sejam eles escritos ou orais – que pretendem narrar os acontecimentos de um povo ou região, permitindo que esses acontecimentos sejam conhecidos e difundidos como factos reais. Constroem representações da memória coletiva. A literatura é ficção; inscreve visões múltiplas, através de processos de representação. Ao escrever sobre a história de Ngungunhane, o último imperador de Gaza, em Ualalapi (1987), e As Mulheres do Imperador (2018) Ba ka Khosa capitaliza memórias entre factuais, através de passagens de relatos, relatórios e jornais, e imaginários construídos ao longo de gerações como a essência dos poderes outrora assumidos, instituídos e respeitados. O presente artigo pretende analisar as duas obras à luz dos conceitos memória e imaginário.