O presente artigo tem o objetivo de relatar a experiência de criação da Liga Acadêmica de Relações Raciais na Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, uma instituição de ensino da cidade de Salvador, Bahia. Trata-se de um estudo de abordagem qualitativa e descritiva, tendo como procedimento o relato de experiência a partir dos registros de reuniões e das reflexões coletivas das autoras/es que vivenciaram os dois primeiros anos do percurso do grupo iniciado em 2016. Como resultado, considera-se a construção da LARR uma experiência que gerou movimentos importantes na instituição de ensino a qual pertence, por visibilizar e ampliar o diálogo entre o corpo docente e discente de um curso de Psicologia, em um contexto cujo, alunas/os, docentes e demais gestores são em sua maioria, brancos. Além disso, em pouco tempo foi possível cumprir os objetivos propostos em seu estatuto.