Este estudo analisa as estratégias de resposta das autoridades locais na Ilha de Moçambique diante do impacto do ciclone Gombe, ocorrido em 2022. A metodologia do estudo seguiu uma abordagem mista. Para o processo de recolha dos dados, recorremos ao questionário e entrevistas semi-estruturadas com residentes e autoridades locais, aplicadas a uma amostra de 103 membros. A pesquisa identificou factores de vulnerabilidade significativos, destacando que 65% a 75% da população enfrenta condição de pobreza, o que limita sua capacidade de suportar e recuperar-se de desastres naturais, dos quais destacamos má qualidade dos materiais de construção, como blocos de cimento de baixa resistência e casas de pau-a-pique. Os impactos do ciclone Gombe resultaram em danos físicos e sociais, como morte, feridos e prejuízos às infraestruturas, tanto das populações residentes naquele local, como das diversas instituições e organizações, embora as perdas humanas tenham sido relativamente baixas devido às acções de evacuação e assistência emergencial. No entanto, muitos moradores relataram insatisfação com o auxílio recebido, indicando que as acções das autoridades foram insuficientes para garantir a estabilidade social e econômica.