A Antropologia Visual tem a ver com as relações mediadas, entre o cientista e o grupo humano a ser estudado. Obviamente, como mudanças tecnológicas que impactam diretamente as mediações devem resultar em consequências de longo alcance sobre a qualidade da pesquisa e como características da oferta fornecida. Nesse sentido, pretendemos explorar como os campos de uso da câmera de 360º, na captação de imagens em pesquisas etnográficas. Discutir como a tecnologia de angulação exacerbada pode ampliar a capacidade de documentar e representar uma realidade com o mínimo de interferência. Essa tecnologia de captação de imagens pode ser aplicada aos trabalhos de campo da Antropologia Visual na produção de documentários etnográficos, ampliando assim a sensibilidade observacional dos pesquisadores. A ideia é desenvolver uma metodologia de trabalho de campo inédito, vantagens para pesquisadores e comunidade desenvolvida. Inovadora da pesquisa inicial, se-á da pesquisa elaborada por Phillip Vannini, professor na Escola de Comunicação e Cultura Royal Roads University em Victoria, Canadá e presidente do Canadá em Aprendizagem e Etnografia Pública em seu recente anúncio “The Routledge International Handbook of Ethnographic Film and Video”, editada em língua inglesa pela Routledge. A pesquisa pretende concentrar-se em obras brasileiras veiculadas como novas técnicas de registro da imagem hoje disponíveis, como é o caso da tecnologia em 360º, tendo como referência documentários do artista multimídia Tadeule: o curta-metragem em realidade virtual Rio de Lama (2016), prêmio Sustainable Development Goals in Action Film Festival (Global SDG Awards); Fogo na Floresta (2017), sobre um dia na aldeia dos índios Waurá, no Xingu e o documentário Ocupação Mauá, (2018), que mostra a excelência em autogestão de uma comunidade de sem-teto de São Paulo. Pesquisando e analisando os documentários em realidade virtual, onde a antropologia visual ampliando a capacidade observacional do espectador e são documentários de caráter etnográficos, questão central desta tese. Pretende-se, a partir daí, desenvolver como nossas experiências a partir da Realidade Virtual de 360º em aldeias indígenas e comunidades tradicionais.