A contribuição pretende demonstrar a necessidade de se terem em conta as línguas ancestrais dos crioulizadores na explicação do surto das estruturas crioulas. Concretamente defende que chegaríamos a conclusões erradas se tentássemos explicar o surto do complementizer kumâ e os seus derivados kma, kme, ma do crioulo caboverdiano sem recorrer à partícula na do wolof, ou o complementizer kuma, kumá dos crioulos da Guiné-Bissau e de Casamansa sem recorrer aos elementos kuma, kó do mandinka.