Como parte da cultura material, a Inteligência Artificial é “coisa” com a qual lidamos e nos identificamos. Contudo na contemporaneidade nossa relação com as coisas tende a uma cisão em que as IAs se tornam um duplo que tende a nos esvaziar e substituir, quanto maior for o nosso apego a uma episteme que nos dá uma visão monolítica das coisas em que não percebemos nossos erros. A saída é adotar uma postura pluriepistêmica na criação das IAs, de forma a preservar o diálogo necessário à resolução dos problemas contemporâneos.