A transformação digital da educação em África continua condicionada por limitações estruturais relacionadas com conectividade instável, elevados custos de acesso à Internet, défices energéticos e desigualdades territoriais persistentes. Embora o Ensino Superior tenha acelerado os seus processos de digitalização após a pandemia da Coronavirus Disease 2019 (COVID-19), as escolas do 2.º ciclo do ensino secundário permanecem fortemente dependentes de modelos educacionais convencionais e de infraestruturas digitais insuficientes. Neste contexto, o objectivo deste estudo consiste em propor uma arquitectura conceptual resiliente baseada na abordagem offline-first para escolas africanas do 2.º ciclo do ensino secundário, visando o fortalecimento da inclusão digital, aumento da continuidade pedagógica e redução da dependência de conectividade permanente. A investigação adoptou uma abordagem qualitativa, exploratória e conceptual, fundamentada numa revisão estruturada da literatura científica e numa análise temática de estudos indexados nas bases de dados Scopus, IEEE Xplore e ScienceDirect. A arquitectura proposta integra edge computing, sincronização assíncrona, armazenamento local inteligente, cache distribuído, microserviços educacionais e inteligência artificial (IA) embarcada. Os principais benefícios potenciais associados à arquitectura proposta, identificados a partir dos estudos analisados, destaca-se a redução de 40% - 60% no consumo de largura de banda institucional, aumento de 60% - 80% na disponibilidade de conteúdos académicos e melhoria de 50% - 70% na continuidade pedagógica durante falhas de conectividade. Esta proposta constitui uma alternativa tecnológica promissora para a transformação digital sustentável das escolas do 2.º ciclo do ensino secundário. Todavia, a sua aplicabilidade prática deverá ser confirmada através de prototipagem, implementação piloto e avaliação empírica em ambientes educacionais reais.