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Lobomicose (doença de Jorge Lobo): Desafios na Exérese Cirúrgica e Manejo Medicamentoso Crônico

Domaine:

healthcare

Type de record:

paper
Créateur:
AnaSof
Éditeur:
MPM
Hôte:
A lobomicose, ou doença de Jorge Lobo, é uma micose subcutânea granulomatosa crônica causada pelo fungo Lacazia loboi, com distribuição endêmica notável na região amazônica. A patologia é caracterizada pelo surgimento de lesões queloidiformes, verrucosas ou ulceradas, que evoluem lentamente ao longo de décadas, frequentemente acometendo áreas expostas do corpo e apresentando um desafio terapêutico devido à resistência intrínseca do fungo à maioria dos agentes antifúngicos convencionais. A cirurgia, quando possível, permanece como a primeira linha de tratamento, embora a recorrência nas margens das cicatrizes seja um fenômeno frequente e frustrante. Este estudo teve como objetivo realizar uma revisão sistemática da literatura sobre as técnicas de exérese cirúrgica e o papel do manejo medicamentoso crônico na contenção da lobomicose no contexto amazônico brasileiro. A metodologia pautou-se em uma análise bibliográfica documental, incluindo relatos de casos, estudos longitudinais e revisões dermatológicas publicadas na última década. Os resultados evidenciam que, enquanto a excisão cirúrgica ampla é eficaz para lesões isoladas, a terapia medicamentosa com clofazimina ou outros agentes imunomoduladores atua mais como coadjuvante na tentativa de estabilizar lesões extensas ou multifocais. Conclui-se que o manejo da lobomicose exige uma abordagem altamente individualizada, sendo a precocidade do diagnóstico e a radicalidade cirúrgica os fatores de maior impacto no prognóstico, destacando a necessidade de acompanhamento de longo prazo para mitigar o risco de recidiva e minimizar as sequelas desfigurantes dessa patologia negligenciada.

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