A presente investigação analisou a integração da Inteligência Artificial (IA) no ensino da Química na 12.ª classe, com o propósito de diagnosticar dificuldades de alunos e professores, estruturar uma estratégia metodológica baseada em ChatGPT e Gemini e avaliar preliminarmente o seu impacto pedagógico. O estudo foi realizado no Liceu Nº 172 "22 de Novembro" do Menongue, envolvendo 37 alunos e 5 professores de Química, mediante abordagem exploratória de natureza mista, com aplicação de questionários, entrevistas e comparação do desempenho académico antes e depois da intervenção. O diagnóstico inicial revelou uso limitado, espontâneo e pouco curricularizado da IA pelos alunos, bem como baixo nível de conhecimento e preparação dos professores para a integração pedagógica da tecnologia. Com base nesses resultados, foi proposta uma estratégia organizada em cinco etapas: formação docente, introdução da IA aos alunos, aplicação curricular, reflexão crítica e avaliação preliminar. Após a implementação, verificou-se aumento da motivação para o estudo da Química, melhoria da compreensão de conceitos abstractos, desenvolvimento da literacia crítica digital e elevação da média da turma de 11,8 para 13,9 valores, correspondendo a um ganho de +2,1 valores. A análise cruzada sugere que os resultados decorreram da articulação entre mediação docente, orientação pedagógica, uso estruturado da IA e validação crítica das respostas. Conclui-se que a integração crítica, supervisionada e curricularmente orientada da IA pode constituir um recurso pedagógico promissor para fortalecer o ensino-aprendizagem da Química, sem substituir o papel essencial do professor.